Menu
ClimaTempo
Receba o conteúdo por email
Senhores da guerra: A neurose americana por armas | 16Jul2010 10:50:00
Publicado por: JudsOnline

Mundo/Economia - Nenhum país do mundo é tão armado como os Estados Unidos da América. A atual legislação vigente, na qual alguns tentaram alterar e infelizmente não conseguiram, permite que todos, sim, todos os cidadãos americanos, a partir de 16 anos de idade o cidadão americano pode possuir uma ou mais armas de fogo para sua ‘defesa pessoal’. A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu que os estados federados não poderão limitar ou proibir a posse de pistolas e revólveres, como garante a segunda emenda da sua Constituição.
Se formos analisar a história, desde quando deixaram de ser colônia britânica, e oficialmente tornaram-se um estado de fato, os americanos sempre estiveram envolvidos em guerras, distúrbios internacionais e até mesmo são acusados por muitos, e em alguns casos há evidências concretas, planejaram ou apoiaram ditaduras militares na América Latina e em boa parte da África, o que ainda infelizmente acontece, em silêncio de boa parte da comunidade internacional.
Pelo fato de o porte de armas ser bastante facilitado viável para qualquer civil nos Estados Unidos, estes se tornam também os maiores exportadores de armamento para ditaduras, milícias e organizações criminosas em todo o mundo. Atualmente, o México vive um surto de violência generalizada na qual o principal financiador dessa guerra são as armas compradas facilmente nos Estados Unidos e contrabandeadas para o lado mexicano.
Na verdade, os Estados Unidos combatem insanamente a violência. E os resultados, se é que podemos chamar de resultados ao invés de desastres, mostram que este combate não tem sido nada positivo tanto para a sociedade americana, quanto para o mundo. Quem sempre lucra em todas as alternativas, pois fabrica e vende armamento tanto para as forças armadas americanas, suas forças policiais, quanto para as organizações criminosas, é a industria da arma que tem muito poder dentro do próprio congresso americano.
Em dezembro de 2008, os Estados Unidos desfiaram a ONU e foi o único país a votar contra um Tratado Internacional de Controle do Comércio de Armas.
Segundo o Instituto Internacional de Pesquisas para a Paz de Estocolmo (Sipri), os gastos militares representam atualmente 2,7% do PIB mundial - número muito próximo do registrado durante o pico da guerra fria. Isso equivale a algo próximo de 956 bilhões de dólares. Os EUA gastam, sozinhos, quase a metade, ou seja, 478 bilhões de dólares/ano.
Há alguma chance para a Paz e o desarmamento?
Não. Se o mundo continuar a permitir que a industria bélica prospere, em especial a americana, sem cobrar dos seus governantes, se continuarem permitindo que a ONU seja aparelho dos Estados Unidos e se mantenha calada e omissa ao promover a paz, se os americanos continuarem a dizer não aos tratados internacionais de não proliferação de armas, se os mesmos americanos não desenvolverem e aplicarem leis que restringe o comércio e o porte de armas, o que alimenta as máfias pelo mundo, continuaremos a ver cada vez mais massacres tanto de civis, quanto de militares nas mais variadas partes do globo, em especial, nas subdesenvolvidas.
Não podemos deixar nos enganar. Os americanos proclamam-se amantes da paz, de um mundo livre da violência e do terrorismo, mas evidenciam para quem quiser ver, que a paz mundial é o que eles menos querem. Cobram que outros países desarmem-se mais por que os mesmos não o fazem? Afinal, como cobrar o que de desarmamento, se são a maior industria bélica do mundo?
É uma ironia com o mundo, e uma tragédia sem fim se continuarem com esta postura.
A industria bélica prega que as armas, ‘não causam problemas sozinhas. O problema é o uso que as pessoas fazem delas’. Eis aí o grande equivoco! Diretamente nesta frase, nota-se claramente que a industria bélica joga a responsabilidade para outros e não para ela. O problema principal é a fabricação de mais armas. Para que elas servem?
Certamente, quando uma arma não é usada contra você, é contra o seu próximo. E a industria das armas não pensa nisso. Ela esquiva-se do assunto fabricação. Enquanto não combatermos a fabricação das armas, não poderemos combater a sua proliferação.
- Leia também: Armas
- Controle das armas nos EUA
- Tudo que o lobby das armas não quer que você saiba
- + www.judsonline.com/blog




