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O PSDB e o Opus Dei | 26Fev2010 17:00:00
Publicado por: JudsOnline

A política mundial vai além dos partidos, dos governantes e do voto. A maioria dos organismos partidários e seus membros têm envolvimento com as organizações secretas. Isso é fato, documentado e provado. No Brasil, não poderia ser diferente. Carlos Alberto Di Franco, um dos numerários mais influentes e bem relacionados do Opus Dei é representante no Brasil da Escola de Comunicação da Universidade de Navarra e diretor do Master em Jornalismo, um programa de capacitação de editores que já formou mais de 200 cargos de chefias dos principais jornais do país.
Carlos Alberto Di Franco é PSDB de carteirinha. Tutor político de Geraldo Alckmin e José Serra. Aliás, o Opus Dei é muito arraigada no PSDB. Dizem até que Geraldo Alckmim, apesar de negar, usa cilício. O cilício é usado por pequenos períodos de tempo, como instrumento de mortificação com o objetivo de aliar algum sacrifício pessoal ao sacrifício de Cristo na cruz, com espírito de penitência, de reparação e desagravo, segundo a doutrina fundamentalista católica. O Opus Dei é o exército do papa. Junto com a polícia secreta do Vaticano, a Santa Aliança, é a uma das organizações secretas mais poderosas do mundo. O Opus Dei – expressão em latim que significa “Obra de Deus” – foi fundado pelo sacerdote espanhol Josemaría Escrivá em 1928. Trata-se de uma prelazia pessoal, figura jurídica da Igreja Católica que está prevista no Código de Direito Canônico (a constituição da Igreja). Ela dá aos seus membros o direito de seguir ordens do prelado (o líder máximo do Opus, que fica em Roma), em vez de obedecer à autoridade católica regional. Simplificando grosseiramente, é como se o grupo fosse um braço independente da Igreja, que não deve explicações a mais ninguém além do papa. A influência que a “Obra de Deus” exerce sobre o Vaticano pode ser medida pelo processo incrivelmente rápido de canonização de Escrivá – o 2º mais breve na história da Igreja Romana, atrás apenas do de madre Teresa de Calcutá. Está em 64 de países, infiltrada em partidos políticos, movimentos sociais, ONGs, empresas, bancos e meios de comunicação. No PSDB, os líderes do partido ou são do Opus Dei ou estão influenciados por ela. Geraldo Alckmin, José Serra, Arthur Virgílio e Yeda Crusius são alguns nomes. O candidato ao governador paulista, Geraldo Alckmin, é um dos políticos brasileiros com ligações mais estreitas com a Obra. Elegeu 'Caminho', o guia escrito pelo fundador Josemaría Escrivá, como seu livro de cabeceira. 'Acostuma-te a dizer que não' é um dos ensinamentos que mais aprecia, conforme contou em
entrevistas à imprensa. Um popular sacerdote do Opus Dei, o padre José Teixeira, foi seu confessor. Nos últimos anos Alckmin tem recebido formação cristã no Palácio dos Bandeirantes de um influente supernumerário, o jornalista Carlos Alberto Di Franco. Empresários também estão envolvidos. Entre os membros do Opus Dei, estão João Guilherme Ometto, vice-presidente da FIESP, Benjamin Funari Neto, ex-presidente da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica, e Márcio Ribeiro, ligado à indústria têxtil.
É notório que a política, não passa por partidos e é determinada pelo voto. Há muitas outras influências e bastante poderesas. Em pouco mais de 3 anos de atividades, o JIBRA (Jornalistas Independentes do Brasil), com sede oficial em Londres (UK) vem divulgando uma série de * dossiês* que ajudam a explicar a *crise política brasileira*. Em seus estatutos secretos, redigidos em 1950 e publicados em 1986 pelo jornal italiano L´xpresso, a Obra determina que “os membros numerários e supernumerários saibam que devem observar sempre um prudente silêncio sobre os nomes dos outros associados e que não deverão revelar nunca a ninguém que eles próprios pertencem ao Opus Dei.” Inimiga jurada da Maçonaria, ela copia sua estrutura fechada – o que freqüentemente serve para encobrir atos criminosos.
Confira o dossiê da 'Santa Máfia':
Opus Dei - Parte 1
Opus Dei - Parte 2
Opus Dei - Parte 3
O Opus Dei é uma força presente e está mais ativa do que nunca. Seus membros estão em todos os setores e camadas da sociedade, rastreiam ONGs, órgãos de imprensa e ativistas que vão contra os seus interesses fundamentalistas de dominação, solidificando seu poderio e dando prosseguimento aos seus objetivos nas mais diversificadas esferas sócio-políticas. O Opus Dei se mantém sob o protagonismo do alemão Joseph Ratzinger, o papa Bento XVI. Todo cuidado é pouco.
Judson Clayton Maciel – Sociólogo.
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